segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Laranjeiras do Sul - Laranjeirense é doadora de medula em duas oportunidades

Por iniciativa da vereadora Clarice Bortuluzzi Viola com respaldo dos demais vereadores, a Câmara Municipal deu à jovem Carla Janaina Mularski, de 22 anos, “Moção de Congratulação e Reconhecimento” pelo gesto humanitário como doadora de medula em duas oportunidades - a primeira vez na cidade de São Paulo - SP, e a segunda em Curitiba - PR.

Como tudo começou – “No ano de 2013 um rapaz do Rio Bonito do Iguaçu necessitada de doação e eu e minha prima resolvemos nos inscrever. Mas no dia da coleta (de sangue) ele morreu, mesmo assim me cadastrei no Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea - Redome”.

A doação – “Meses depois recebi um comunicado da cidade de São Paulo que eu era compatível com um paciente e começou todo o processo de exames. Em agosto de 2013 aconteceu a minha primeira doação. Passei com dores alguns dias, mas medula se recupera em uma semana”.

A segunda vez - “Em Curitiba foi rápido, me ligaram no começo de agosto que eu era compatível (mais uma vez) e no dia 25 de agosto aconteceu o transplante. Fui para lá de madrugada e à tarde já estava em casa, já que dessa vez o processo foi diferente na coleta de sangue - sem a anestesia geral (por propulsão) - e bem menos doloroso”.

Medo - “Tive um pouco de medo, na verdade era da anestesia geral - mas o médico me disse que a anestesia era a menor das preocupações”.
Receptores – “Não os conheço. Os médicos dizem que há um receio do transplante não dar certo e o doador se sentir culpado. Eles preferem aguardar. Talvez no fim desse ano eu venha saber quem é a pessoa a quem doei a primeira vez. Só sei que a pessoa de Curitiba pesa 84 quilos, provavelmente seja um homem”.

Abençoada – “Sinto-me gratificada, abençoada por saber que salvei duas vidas. Não esperava por tudo isso. E se me chamarem novamente nem pensarei duas vezes, irei, não importa onde seja. E acredito que no Brasil há poucos doadores (somente 45 mil) por falta de informações”, completou Carla.

Como ser doador
O primeiro passo é se cadastrar no Redome para registrar as informações de possíveis doadores de medula óssea. O sistema facilita as buscas de compatibilidade com receptores.

O Redome reúne as informações básicas de identificação e especificidades, como resultados de exames e características genéticas de pessoas que se dispõe a ser um doador.

Para fazer o cadastro é possível em qualquer lugar onde ocorra doação de sangue.

Entre os requisitos para ser doador de medula, a pessoa precisa ter entre 18 e 55 anos e boa saúde.

Segundo dados, a chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em cem mil.

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