Os funcionários do INSS de praticamente todo país estão em greve desde o dia 7 de julho por recomposição salarial. A agência de Laranjeiras do Sul, que tem 12 funcionários, sendo oito para atendimento ao público, também aderiu.
Mas a greve não está exclusivamente ligada aos salários (recomposição da inflação do período de seis anos = 27%. O governo oferece 21,3% dividido em quatro vezes a partir de 2016), tem o lado humanitário nessa questão. É o que explica o funcionário André Luiz Marques Pedro.
“A nossa categoria não está apenas reivindicando melhor remuneração, e sim mais dignidade no trabalho. Muitos funcionários têm a função de técnico em seguridade social, mas não têm formação técnica. E isso poderá causar uma insegurança no servidor que pode repercutir nos processos, na qualidade do atendimento à população, que no nosso caso é de 150 mil pessoas de nove municípios”, revelou André.
Segundo a instrução normativa n° 74, se servidor cometer um erro na concessão de uma aposentadoria ele poderá, 10, 15 anos depois, ser cobrado. “O aposentado não irá devolver esse dinheiro, quem terá que devolver é o funcionário. E isso é desesperador para a nossa categoria”, disse o servidor.
Atendimento
“Ninguém vai a uma agência do INSS se não tiver um motivo; portanto, é merecedor de atendimento com qualidade, com tempo de execução para ver o direito dessa pessoa, e nós temos somente 10 minutos para atendê-la. Isso nos causa tristeza, depressão. Muitas vezes, pela pessoa não preencher as formas legais, temos que indeferir o benefício. A pessoa pode até ficar aborrecida. Aí ela recorre à Justiça e ganha. Ficamos nos sentindo como um ‘carrasco’. Mas somos pessoas - não somos máquinas, também temos sentimentos. Esse também é um dos motivos da nossa greve”, sintetizou André.
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